Nós vemos o mundo como somos. Essa afirmação quer dizer que o que vemos nada mais é do que o reflexo de nós mesmxs.
Essa percepção é particular e única, criada a partir dos nossos sentidos e da estrutura da nossa mente. Porém, há uma essência ali, uma consciência.
É como interpretar uma obra de Arte.
Quando tu vês uma árvore, o que passa pela tua mente? Como a julgas? É apenas uma árvore? É madeira? Lenha para uma fogueira? É fonte de oxigênio? É um ser vivo? É sombra refrescante em meio ao calor?
Quando tu vês um cão, o que desperta em ti? Carinho? Afeto? Indiferença? Pois há quem veja um animalzinho desses como fonte de alimento. E quem somos nós para julgar? Podemos ter um ponto de vista sobre essa prática alimentar, mas é preciso respeitar a realidade, a cultura, o contexto sócio-histórico em que essas pessoas vivem. E nós, aqui, que comemos carne de vaca, animal sagrado para o povo da Índia? O objetivo, por ora, não é levantar discussão sobre consumo de produtos de origem animal, mas de enfatizar que não há apenas uma verdade no mundo.
Tudo o que existe apenas é. Nós que criamos nomes, definições, polaridades; nós que criamos o julgamento. E isso não significa que julgar é algo necessariamente ruim, mas uma forma sistemática de compreender a realidade através das nossas próprias lentes, de acordo com nossas experiências de vida, nossas crenças, nossa natureza, nossa essência, nossos pontos de vista.
O mundo é nosso Reflexo.
30 de abril de 2020
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