sexta-feira, 25 de março de 2016

Fragmentos da vida passada

Hoje, eu pereci em meio à luz
Sem avisos, sem motivos
O dia anoiteceu, assim como a minha alma
Não havia mais horizonte, nem sol, nem lua
Somente a escuridão de um nada.
É o coração ainda ferido, é a alma ainda triste
Com as injustiças do mundo,
Os pecados pagos por quem também os cometeu.
A colheita é tardia, o solo ainda não é fértil
Mas o cultivo é árduo, é persistente,
Ele há de vencer.
Eu tenho que vencer.

(15 de fevereiro de 2016)

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